A MODO DE UNA OCCIDENTALIZADA ORIENTACIÓN

Mixturando, eclécticamente, algunos preceptos extraídos de la Biblia y del calefón con 3 partes de Macedoniana porfía, un toque justo de inmersión Jungiana y 4 gotas de Xulsolariana elevación mas el sumo de todo un Lao Tsé en pleno. En epifánica unción, alzamos las copas con el genial brevaje e invitamos a
Tristán Tzara y Alfred Jarry para que nos acompañen a presentarnos con la misma interjección con que comenzara su parlamento el Père Ubú, a la sazón Roi, es decir:









BIENVENIDOS A LA NAVEGACIÓN







Alertamos a los atildados sobre la utilización de metáforas azarosas. Toda libre asociación es demostración de que existe el inconsciente; sobre él desligamos responsabilidades.







Invitamos a descabalgarnos del constante absoluto, las certezas irreversibles, la presunción de objetividad, las posturas a ultranza y los dogmatismos.







Sugerimos tratar de tolerar lo mejor posible el vacío existencial, el tembladeral de la duda, la desubicación de la contradicción, la subjetividad y la vulnerabilidad humanas, a sabiendas de que, aunque denunciemos con cierta queja, lo hacemos enmarcados por el amor y con un fuerte deseo libertario porque:











."...Tú y yo no somos dos mitades de una inútil batalla,/ ni siquiera dos caras acuñadas por la misma derrota,/sino tal vez una pequeña parte de algún huésped sin número y sin rostro, que aguarda en el umbral."







Olga Orozco







Corre sobre los muelles - Museo Salvaje - 1974 -











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martes, 22 de febrero de 2011

EX POSICION

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Cilck sobre la imagen para agrandar

10 comentarios:

Carmem Salazar dijo...

gostei muitíssimo, Adri. a imagem sugere a visão através de uma persiana, tornando enigmática a exposição. besote e punto. ; )

Carmem Salazar dijo...

o detalhe em negro é o 'punctum'.


No olho mágico do punctum
Fernando de Tacca

Punctum é o elemento que quebra, perturba, fere, mortifica, apunhala o Studium.

Studium é o espetáculo cultural, ou um inventário cultural. Aproximamos do studium pela descrição dos elementos da imagem, espaço da visualidade sempre codificado na qual identificamos a cultura, conotação das figuras, dos gestos, rostos, cenários, ou mesmo das ações. Enquanto pelo studium podemos perceber a ordenação cultural, o punctum anarquicamente propicia a desestruturação do senso comum e a desordem de qualquer racionalidade.

Barthes julga que a fotografia é inclassificável principalmente pelo fato de não se distinguir da ordem da referência, por trazer sempre colado consigo o seu referente, e coloca-se num impasse metodológico ao dizer honestamente que se encontra "cientificamente sozinho e desarmado", criando assim a porta de entrada para sua exploração subjetiva e pessoal da fotografia, que seria o traço fundamental e universal sem o qual ela não existiria. É aqui que devemos perceber o punctum, na ordem do inclassificável, como imponderável, incontrolável e inacessível para além das subjetividades interpessoais, ou aquilo que somente podemos vivenciar com uma determinada imagem, em determinado momento de nossas vidas.

Barthes identifica ainda um novo punctum, de intensidade e não de forma, mas da condição da gênese fotográfica, o conceito de tempo. Ao analisar a fotografia de A. Gardner na qual um condenado à morte está na ante-sala do enforcamento, Barthes lê: “ele vai morrer”, e também: “isso será e isso foi”. Passado e futuro, juntos, sintetizando o esmagamento do tempo na fotografia. O desarmamento barthesiano na sua aproximação com a imagem fotográfica coloca-nos em um verdadeiro buraco negro, ao qual somos tragados pelo discurso brilhante e envolvente, mas que em momento algum permite uma metodologia de análise da imagem.

Para Barthes, punctum é apenas um detalhe, com grau de parcialidade, no qual, cita-los como exemplos é uma forma de escancararmos nossa intimidade mais protegida. Seus possíveis conceitos estão impregnados de subjetivismo pessoal na leitura da imagem, deixando-nos órfãos de uma aproximação analítica reproduzível. O próprio autor não se propõe diretamente a isso e tentar encontrar algum modelo em Barthes é insegurança e um grau de oportunismo de quem nunca esteve desarmado frente a uma imagem desafiadora que pode revelar sua verdadeira alma.

Que os ingênuos tenham cuidado, leiam muitas vezes o livro e quando encontrarem algum punctum, que o experenciem profundamente e o guardem para si. Encontrar um punctum é como encontrar uma espécie de aleph borgesiano, o ponto mínimo no fundo de um porão amigo que permite uma ponte para o conhecimento humano como um todo, e no caso do punctum de um singelo portal para o auto-conhecimento, um olho mágico para dentro de si mesmo. Permitirmos a essa magia é entendermos a vibração extasiante do fotográfico.

Barthes explicita sua angústia no final no livro:

"Louca ou sensata? A fotografia pode ser uma ou outra: sensata se seu realismo permanece relativo, temperado por hábitos estéticos ou empíricos (folhear uma revista no cabeleireiro, no dentista); louca, se esse realismo é absoluto e, se assim podemos dizer, original, fazendo voltar a própria letra do Tempo: movimento revulsivo, que inverte o curso da coisa e que eu chamarei, para encerrar, de êxtase fotográfico (…) cabe a mim escolher, submeter seu espetáculo ao código das ilusões perfeitas ou afrontar nela o despertar da intratável realidade."

BARTHES, Roland. A Câmara Clara. 7ªed – São Paulo: Nova Fronteira, 2000.

RUBENS GUILHERME PESENTI dijo...

a surpresa exclamativa sob a transparência que se quer a ruptura.

algo inversamente proporcional ao grande vidro do duchamp.

grande!

abraços, hermano

Adrian Dorado dijo...

"É aqui que devemos perceber o punctum, na ordem do inclassificável, como imponderável, incontrolável e inacessível para além das subjetividades interpessoais, ou aquilo que somente podemos vivenciar com uma determinada imagem, em determinado momento de nossas vidas."

Adrian Dorado dijo...

...a coisa que a plavra nao pode.....

Adrian Dorado dijo...

seria, exactamente, "lo real" Lacaniano.
Hablo en terminos teorios, de ninguna manera estipulo universalidad en lo hecho. S´´i reconozco la subjetividad de toda experiencia perceptual y, paa una mente sensible e inteligente, cognitiva.
Como exigen los textos expuestos.
Bijo e ponto

Adrian Dorado dijo...

Oi, Ru, o agradavel e a surpresa da tua presença.
As exclamaçoes sao minhas. Obrigado pela tua visita e visionar nos meus disenhos.
Abraços

Adrian Dorado dijo...

Carmem Vc falaba de aula?

Carmem Salazar dijo...

justamente s/ o que falávamos antes de eu ver 'ex posição'. o punctum existiria sem o studium?

beijo. e punctum.

Adrian Dorado dijo...

En el mundo de las polaridades complementarias nada existe solo... esencialmente texto y contexto, figura y fondo... Y los hombres de las cavernas acaso no se daban cuenta de lo que ocurria en su entorno, el punto como un insight gestaldtico. El reconocimiento de una marca en el continuo panorama, un descubrimiento, la huella, la señal de una epifania.
ah!...mira vos!